CONET semestral no Maranhão debate as reivindicações e as pautas do setor de transporte de cargas


Em um auditório lotado na capital do Maranhão, foi aconteceu o Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET), realizado a cada seis meses pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

O CONET&Intersindical edição São Luís/MA teve como entidade anfitriã, o Sindicato das Empresas do Transporte de Carga e Logística do Estado do Maranhão (SETCEMA). Antônio Marcos Oliveira, presidente do sindicato, destacou a necessidade de conciliar as ideias para o desenvolvimento do país. “Com certeza, sairemos daqui firmes com nosso importante papel como categoria do transporte de cargas no Brasil. Estamos cientes que há entraves e gargalos que temos que enfrentar dia após dia em nosso seguimento, mas não devemos e nem podemos nos acomodar”.

José Hélio Fernandes, presidente da NTC, ao abrir o encontro, lembrou a importância do momento para o Brasil e para o setor do transporte rodoviário de cargas e destacou a necessidade de receber as reivindicações dos empresários, para um melhor posicionamento em defesa das empresas e da entidade. “O CONET é importante porque temos participantes de diversas regiões do país e por aqui passa tudo o que impacta o setor na busca de soluções para os problemas atuais”, ressaltou José Hélio. O presidente da NTC destacou que um dos temas a ser debatido, durante o encontro, será o Piso Mínimo de Fretes. José Hélio anunciou, ainda, a data da realização do próximo Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, na Câmara dos Deputados em Brasília, no dia 20 de maio de 2020, quando completará duas décadas.

O SETCERGS esteve representado pelo presidente João Jorge Couto da Silva e o vice-presidente de Transporte, Mauro Dalla Valle.

 

COMUNICADO CONET DE AGOSTO DE 2019

Estudos do DECOPE indicam que para o TRC a esperada recuperação do valor do frete rodoviário de carga ainda não veio

Seguindo a sistemática de apuração semestral de índices que indiquem a variação de fretes do segmento transportador rodoviário de cargas, a pesquisa realizada pelo DECOPE/NTC no mês de julho último aponta para uma defasagem média no frete recebido pelo transportador em relação ao custo apurado de 16,0%, sendo de 8,0% nas operações com transporte de cargas fracionadas e de 20,0% nas com cargas lotações.

Outro dado que continua preocupando e chamando a atenção, é a falta do recebimento dos demais componentes tarifários, tais como frete-valor e GRIS. E, ainda, verifica-se que muitos usuários não remuneram adequadamente o transportador com relação a outros serviços complementares ou adicionais. Enquadram-se nesta categoria, por exemplo: a cobrança da EMEX para regiões que se encontram em estado de beligerância, a TRT para as regiões metropolitanas que possuem restrição a circulação de caminhões, os serviços de paletização e guarda/permanência de mercadorias, o uso de escoltas e planos de gerenciamento de riscos customizados, o uso de veículos dedicados, dentre outros.

É importante realçar que muitas vezes os custos adicionais com esses serviços são superiores ao próprio frete, daí porque trata-se de situação crítica, que precisa ser equalizada pelas partes.

Finalizando, é oportuno lembrar que seguimos com a expectativa de retomada do crescimento da economia, situação em que as demandas devem crescer e os gargalos logísticos se estreitam, razão pela qual, vale o alerta visando a preservação da saúde financeira das empresas do setor e, desta forma, garantindo a sua capacidade de arcar com os investimentos necessários. A eliminação da defasagem é, portanto, não só do interesse do transportador, mas também do contratante que deseja manter a regularidade e a segurança nas suas operações.

São Luís/MA, 01 de agosto de 2019.

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística

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